Guias Espirituais

O objetivo principal da religião Umbandista é acelerar a evolução das pessoas. Além disso, a Umbanda promove a igualdade entre todos, pois aceita e acolhe todos os credos, raças, gêneros e orientações sexuais. Ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres, crianças e velhos... todos têm o
mesmo direito à assistência na Umbanda.

Com esta finalidade, na Umbanda temos a comunicação dos Guias Espirituais com os consulentes. Durante as consultas, os Guias dão conselhos, ouvem
nossos problemas, nos ajudam com passes magnéticos, cortam magias e encantamentos negativos, etc. A Umbanda não faz uso de Oráculos, como
cartas, búzios, leitura de mãos, runas, etc., e também não cobra atendimento.

Os Guias de Umbanda são espíritos desencarnados que já alcançaram certo grau de evolução. Quando um espírito torna-se um Guia de Umbanda, ele
abre mão de seu nome próprio e passa a ser conhecido pelo nome simbólico da falange (grupo de espíritos) à qual pertence.

Assim, existem milhares de Pais Benedito de Aruanda. Outras centenas de milhares de Caboclos Pena Branca. E outras dezenas de milhares de Exus
Tranca-ruas. Cada um desses nomes é simbólico, ou seja, ele esconde o Mistério ao qual a falange pertence.

Quando estudamos a Umbanda, aprendemos a decifrar alguns desses nomes.
Assim sabemos que um Caboclo Pena Branca é um caboclo de Oxalá, enquanto um Exu Tranca-ruas é um guardião de Ogum.

As linhas de atendimento dentro da Umbanda Sagrada podem ser linhas espirituais de direita, linhas espirituais de esquerda, linhas de encantados da
direita e linhas de encantados da esquerda. Os seres encantados não pertencem à nossa dimensão e nunca encarnaram na Terra.

Fonte: Texto de Sarah Siqueira